Olá,
Essa edição inicia uma série em que eu vou compartilhar muitas reflexões que estou fazendo nos últimos meses.
Espero conseguir compartilhar mais detalhes futuramente, mas tomei uma decisão a partir dessa avaliação que acredito que vai melhorar e muito a minha qualidade de vida. E escrever a respeito vai me ajudar a confirmar a minha decisão.
Boa leitura!
Abraço,
Ingrid Machado
Nesta edição
🎯 Tema da edição: Reflexões sobre a gestão de Engenharia - Parte 1
📖 Aprendizado contínuo
📄 Notas quinzenais
📚 Lista de leitura
💻 Últimos posts do blog
🎯 Tema da edição: Reflexões sobre a gestão de Engenharia - Parte 1
Seção para falar sobre o tópico principal da edição.
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Desde quando fiz a minha transição para trabalhar com gestão oficialmente, eu foquei em atuar mais na parte da gestão do que na parte técnica. Das diferentes habilidades necessárias, a minha atuação se manteve voltada para o time, para a evolução de processos e para apoiar o desenvolvimento do produto.
Chegando próximo dos 5 anos dessa mudança, eu tenho feito diversas reflexões que gostaria de compartilhar aqui na newsletter. Por mais que a tendência de atuação esteja evoluindo para a visão técnica, eu ainda acredito fortemente no caminho que decidi seguir e acho importante uma retrospectiva dessa decisão.
Para organizar as minhas reflexões, pretendo abordar os seguintes pontos:
Parte 1: O que encontrei na gestão
Parte 2: Minha atuação como coordenadora
Parte 3: O que gostaria de fazer no futuro
O que encontrei na gestão
Eu não sabia, mas eu tinha uma tendência para a gestão desde o meu primeiro trabalho. Eu sempre tive vontade de apoiar as pessoas que trabalhavam comigo e de elevar o nível do trabalho junto de todo o time. Também tinha uma vontade muito grande de apoiar na organização do trabalho para ganhar mais velocidade de forma saudável. No início, eu não sabia, mas muito do que eu gostava de fazer estava diretamente relacionado com a gestão.
Inicialmente, eu não tinha nenhuma atuação formal. Nem mesmo quando virei Scrum Master eu era considerada gestora no papel. Mas, conforme fui entendendo que esse era o papel que queria desempenhar, eu fui atrás de uma vaga de coordenação e me mantenho nela até hoje, 5 anos depois dessa escolha.
Estar no papel de coordenação me permitiu ter acesso a muitas informações importantes para o meu desenvolvimento profissional. Treinamentos, discussões em reuniões com assuntos gerenciais e a expectativa clara do papel me fizeram estudar muito para entender o que eu precisava evoluir para estar à altura do que eu me propus a fazer.
Como gestora, eu descobri o que é realmente estar numa posição em que entrego valor através de outras pessoas. Anteriormente, como desenvolvedora, era muito fácil metrificar a minha entrega. A quantidade de cards fechados no quadro e a quantidade de bugs gerados e resolvidos já passavam uma métrica direta. Mas agora eu precisava responder por um time inteiro e acompanhar métricas que não dependiam diretamente apenas de mim. Acompanhar o Cycle Time, o número de itens entregues e o número de bugs resolvidos do time inteiro representa a qualidade do meu trabalho, mesmo que eu não coloque nenhum código em produção.
Abrir mão do trabalho na operação e enxergar valor no meu trabalho como gestora foi o meu maior desafio. Na teoria, é muito fácil falar de gestão, mas a transição de colaborador individual para gestor pode trazer um vazio para quem estava confortável entregando um trabalho de qualidade. Ver alguém fazendo um trabalho que poderia ser melhor e se segurar para não fazer a atividade no lugar pode ser estressante no início. Mas se meter na execução pode tirar a oportunidade de desenvolvimento do seu liderado, além de iniciar um processo de microgerenciamento que ninguém no time vai gostar de viver.
Na gestão, eu precisei aprender a olhar as métricas do time e envolver o próprio time no momento de decidir as ações de melhoria. Quando o time está muito fora do esperado, eu tomo decisões unilaterais. Mas evito manter essa prática ao máximo, dando visibilidade dos problemas e do que precisamos melhorar. Gosto de trabalhar assim porque as pessoas que trabalham comigo precisam confiar que o meu trabalho visa extrair o melhor de cada um. Sem confiança, fica muito difícil conseguir atingir qualquer resultado expressivo.
Outra coisa que encontrei na gestão foi o quanto é possível conquistar a confiança das pessoas quando estou disposta a ouvir e entender as dores de cada um. Quando era desenvolvedora, eu tinha uma visão muito clara dos problemas do dia a dia que eu achava que as minhas lideranças não entendiam. Mas eles não entendiam porque nem sempre estavam dispostos a ouvir problemas menores. Muitas vezes, apenas ouvir sobre o que cada liderado considera importante já pode ser o suficiente. Eu prefiro abrir o espaço para cada um desabafar e deixar claro que eu não posso fazer nada a respeito do que manter o time distante, sem me dar visibilidade do que está impactando.
Esse último ponto ilustra a importância de deixar o time trabalhar e focar nos problemas que dizem respeito à gestão. Eu não preciso que o time fique analisando as métricas frequentemente, nem que eles entrem em todas as discussões sobre o trabalho do próximo trimestre. Eu preciso que eles entreguem as demandas que já nos comprometemos e me sinalizem qualquer impedimento que não permite que o trabalho avance.
Também encontrei na gestão uma forma de desenvolver habilidades que achava que nunca conseguiria evoluir. Eu iniciei com muito medo como coordenadora, porque eu tinha uma dificuldade muito grande de falar em reuniões com um fórum muito grande. Atualmente, eu vejo que superei essa dificuldade e tenho me comunicado de forma muito mais natural dentro e fora do time. É um obstáculo que eu não tinha trabalhado para superar quando era contribuidora individual e decidi agarrar a oportunidade de evoluir nele quando iniciei na gestão.
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Na próxima edição, vou falar sobre a minha atuação como coordenadora nos últimos 5 anos. Dividi esse tópico numa visão de atuação para o time, para a evolução de processos e para apoio no desenvolvimento do produto.
Está sendo uma experiência interessante fazer uma retrospectiva da minha atuação como gestora e espero que esteja sendo útil para você que está lendo.
📖 Aprendizado contínuo
Seção com a minha rotina de aprendizado.
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Eu tenho estudado somente sobre os meus hobbies nas últimas semanas. O trabalho segue tomando conta da minha rotina e não consegui estudar tudo o que gostaria. E no feriadão eu escolhi descansar.
🖥️ Sew Over It
How to sew on a button by hand
Curso super rápido ensinando a como costurar um botão à mão. Foi interessante ver um método mais simples para poder comparar com o que aprendi na Comunidade Inaá.
🗓️ Planos de estudos
Eu sigo estudando todos os tópicos dos meus planos de estudos, mas num ritmo bem leve. Por isso, esse print anda igual nas últimas edições.
A lista com todos os meus planos de estudos para 2026 pode ser encontrada aqui.
📄 Notas quinzenais
Uma curadoria sobre tudo o que chamou a atenção nos últimos dias. Por William Brendaw.
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Pen drives musicais driblam streaming e acompanham caminhoneiros pelo Brasil
Mais baratos que assinaturas, eles contornam a falta de internet. E esse mercado paralelo funciona como difusor cultural nas estradas. Muito louco pensar nisso, sendo que estamos muito acostumados a consumir conteúdos por assinatura.
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Quando experimentamos o FOMO, do que realmente temos medo
O medo de perder o que está acontecendo pode nos encher de desconforto sobre uma falta percebida, mas também pode servir a um propósito social valioso.
Conteúdo em inglês.
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Entenda como a impressão digital de áudio, junto a um truque de conexão dos pontos, permite que o aplicativo Shazam identifique uma música em segundos.
Conteúdo em inglês.
📚 Lista de leitura
Registro de todos os livros que li desde o último envio da newsletter. A lista completa de livros que prometi ler esse ano pode ser vista no post Lista de leitura 2026.
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Igualzinho a você - Nick Hornby
Gostei da história envolver a diferença de idade e o contexto do Brexit. E achei muito factível a quantidade de questões que os personagens levantam sobre itens que são importantes apenas para quem vive a situação. É um grande exemplo do quanto a gente se importa com a opinião das outras pessoas mais do que com o que nos fará feliz.
O Clube do Livro para Introvertidos é um clube do livro focado em não ficção e com leitura assíncrona. Por apenas R$ 5 mensais, você recebe o acompanhamento da leitura atual e tem acesso a todas as leituras anteriores.
💻 Últimos posts do blog
Seção onde envio as atualizações do blog, sempre no estilo slow blogging.
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Carreira
Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 2
Segundo post com as minhas anotações da formação do Google sobre gerenciamento de projetos.
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Newsletter
Republicação da newsletter sobre as características que me mantêm fazendo uma atividade de maneira consistente.
Estamos no último mês do segundo trimestre. O ano não passa tão rápido quanto mantemos o planejamento semanal e pretendo manter esse ritmo até o final do ano.
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Por hoje é isso, boa quinzena!
✉️ Edição anterior
🏞️ Trilha de Valor #131 - Atalhos de produtividade
Nesta edição, falei sobre como otimizo algumas atividades repetitivas da minha rotina.







